Tarifa branca com energia solar: quando compensa e como comparar
Cliente pergunta se deve migrar para a tarifa branca junto com o sistema solar. A resposta correta quase sempre é "depende do horário em que você consome", e a proposta precisa mostrar a conta em vez de opinar. Este guia explica como as páginas do ionluz comparam as duas modalidades.
O que muda na tarifa branca
Na convencional, o kWh custa o mesmo o dia inteiro. Na branca, o preço varia por horário: mais caro na ponta (o início da noite em dia útil, no horário que cada distribuidora define), intermediário logo antes e depois, e mais barato fora de ponta (madrugada, dia, fins de semana e feriados). Como referência, o ionluz usa a ponta a 1,6 vez a tarifa convencional e o fora de ponta a 0,9, com a intermediária embutida na ponta para simplificar.
A regra prática: quem consegue jogar o consumo para fora da ponta paga menos na branca; quem chega em casa às 18h e liga chuveiro, forno e ar-condicionado paga mais.
Por que o sol não resolve a ponta
O sistema gera de dia. A ponta é à noite. Então a energia da ponta vem da rede ou dos créditos acumulados durante o dia. E aqui entra o detalhe que muita proposta ignora: o crédito gerado fora de ponta cobre a ponta por um fator de ajuste, a razão entre os dois preços. Com ponta a 1,6 e fora de ponta a 0,9, cada kWh de ponta consome cerca de 1,8 kWh de crédito. O sistema "gasta" quase o dobro de geração para apagar um kWh noturno.
Como a conta compara
- Divide o consumo em ponta e fora de ponta. Sem medição, assume 10% na ponta, o perfil residencial típico.
- Aplica os créditos primeiro no fora de ponta (1 para 1) e depois na ponta, com o fator de ajuste.
- Calcula a conta com o sistema nas duas modalidades, com a regra da taxa mínima da distribuidora em cada uma.
- Compara as duas contas com o sistema. É ela que o cliente vai pagar; comparar a economia de cada modalidade engana, porque a conta sem sistema da branca já começa menor.
Exemplo: 5 kWp em Curitiba
Na página 5 kWp em Curitiba, com 10% do consumo na ponta, a conta com o sistema fica cerca de R$ 418 por ano mais cara na tarifa branca. A convencional vence para o perfil residencial comum. Nessa casa, a branca só passa a ganhar quando a ponta cai abaixo de 1,2% do consumo, como numa casa vazia à noite.
Quando recomendar a branca
- Comércio e escritório com expediente diurno e pouco consumo à noite;
- Residência com carro elétrico carregando de madrugada e chuveiro a gás ou solar térmico;
- Casa de veraneio ou imóvel com uso concentrado no fim de semana.
Em todos os casos, peça o histórico horário se o medidor permitir e rode a comparação. Migrar de modalidade segue as regras da distribuidora; a proposta deve avisar.
Checklist
- Perfil horário do cliente estimado (fração de ponta)
- Comparação convencional × branca com o mesmo sistema, pela conta com o sistema
- Fator de ajuste dos créditos aplicado na ponta
- Recomendação escrita com o número da diferença anual
Toda folha por cidade do ionluz traz a comparação com 10% na ponta. A proposta sai na tarifa convencional. Para um cliente com perfil diferente, faça a conta com o histórico dele e escreva a recomendação na proposta. Veja o gerador de proposta.
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