Energia solar de 6 kWp em Porto Alegre (RS): geração, economia e payback
Um sistema de 6 kWp em Porto Alegre gera, em média, 684 kWh por mês no primeiro ano. A economia estimada é de R$ 712/mês e o payback fica em torno de 1,6 a 1,9 anos, já contando a progressão do Fio B da Lei 14.300.
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O sistema
| Potência | 6 kWp |
|---|---|
| Módulos (580 Wp) | ~11 placas |
| Área aproximada | ~29 m² |
| Geração ano 1 | 684 kWh/mês · 8.205 kWh/ano |
| Média em 25 anos (com degradação) | 644 kWh/mês |
| Investimento estimado | R$ 13.400 a R$ 16.300 |
Economia ano a ano
A Lei 14.300 aumenta a cobrança do Fio B sobre a energia que você compensa, ano a ano até 2029, e por isso a economia dos primeiros anos é maior. Os valores abaixo já consideram essa progressão e o reajuste anual da tarifa.
| Ano | Fio B cobrado | Tarifa (R$/kWh) | Geração (kWh/mês) | Economia no ano | Acumulado |
|---|---|---|---|---|---|
| 2026 | 60% | 1,18 | 684 | R$ 8.543 | R$ 8.543 |
| 2027 | 75% | 1,26 | 680 | R$ 8.793 | R$ 17.336 |
| 2028 | 90% | 1,35 | 677 | R$ 9.038 | R$ 26.374 |
| 2029 | 100% | 1,45 | 674 | R$ 9.394 | R$ 35.768 |
| 2030 | 100% | 1,55 | 670 | R$ 10.001 | R$ 45.769 |
| 2035 | 100% | 2,17 | 654 | R$ 13.680 | R$ 106.350 |
| 2040 | 100% | 3,04 | 637 | R$ 18.712 | R$ 189.215 |
| 2045 | 100% | 4,27 | 622 | R$ 25.594 | R$ 302.560 |
| 2050 | 100% | 5,99 | 606 | R$ 35.009 | R$ 457.599 |
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Com bateria vale a pena em Porto Alegre?
A bateria adiciona cerca de R$ 147/ano de economia e, só com isso, levaria 24,4 anos para se pagar, acima dos 12 anos que usamos como limite para dizer que compensa. Ela vale a pena se o backup de ~4 h nas cargas essenciais, o valor de não ficar sem luz, pesar na sua decisão.
| Bateria de referência | 5 kWh (LFP) |
|---|---|
| Custo estimado | R$ 14.000 a R$ 20.000 |
| Economia adicional (ano 1) | R$ 147 |
| Retorno só da bateria | 24,4 anos |
| Backup nas cargas essenciais | 4 h |
Tarifa branca muda o resultado?
Na tarifa branca, com 10% do consumo na ponta, a conta com o sistema sobe cerca de R$ 656/ano neste caso: a convencional tende a ser melhor para quem consome à noite. Só migre se puder concentrar o consumo fora da ponta. A branca cobra mais caro na ponta, três horas no início da noite em dias úteis, no horário definido pela Equatorial CEEE, e mais barato no resto; a conta depende da geração e também do seu horário de uso.
Premissas e fontes
- Irradiação: 4,80 kWh/m²/dia, Atlas Brasileiro de Energia Solar (INPE/LABREN, 2017) e Global Solar Atlas.
- Tarifa: 1,18 R$/kWh, residencial B1 de referência do Rio Grande do Sul; a distribuidora local é a Equatorial CEEE. Fonte: ANEEL, tarifas homologadas das distribuidoras (Dados Abertos), com tributos, vigência set/2026. Reajuste assumido de 7%/ano.
- Custo do sistema: R$ 13.400 a R$ 16.300, pela Referência de mercado (pesquisa Greener, set/2026): R$ 3.200 por obra + R$ 1.940 por kWp, com 10% para baixo e para cima.
- Desempenho: performance ratio 78%, degradação 0,5%/ano, simultaneidade 30%.
- Conexão: bifásica, com taxa mínima da distribuidora de 50 kWh/mês · horizonte 25 anos.
- Dimensionamento: o da proposta, pelo consumo menos a taxa mínima da distribuidora. O consumo desta página, 734 kWh/mês, pede 6,00 kWp.
- Lei 14.300/2022: progressão do Fio B sobre a energia compensada (28% da tarifa), de 2023 a 2028; de 2029 em diante, a regra que a ANEEL definir (o ionluz calcula com 100%).
- Instalação em: 2026 (define onde começa a progressão do Fio B).
Perguntas frequentes
Quantas placas tem um sistema de 6 kWp?
Cerca de 11 módulos de 580 Wp, ocupando aproximadamente 29 m² de telhado. O número exato depende da potência do módulo que o instalador usar.
6 kWp em Porto Alegre atende que consumo?
Com a irradiação de Porto Alegre (4,80 kWh/m²/dia), a geração estimada é de 684 kWh/mês no primeiro ano. Pela conta da proposta, que dimensiona o sistema pelo consumo menos a taxa mínima da distribuidora, ele atende um consumo perto de 734 kWh/mês: os 684 kWh gerados mais os 50 kWh da taxa mínima da distribuidora na ligação bifásica. Com consumo maior, a diferença volta para a conta; com consumo menor, a conta desce até a taxa mínima e o que sobra vira crédito.
Preciso de ligação trifásica?
Assumimos ligação bifásica para 6 kWp (taxa mínima de 50 kWh/mês). O tipo real é o da sua unidade: ele muda a taxa mínima e, com ela, o consumo que o sistema atende e a economia.
E se eu consumir menos que a geração?
O excedente vira crédito de energia, que vale por até 60 meses, mas a conta nunca zera: ela nunca fica abaixo da taxa mínima da distribuidora (50 kWh/mês na ligação bifásica desta página). O dimensionamento desta página é o da proposta do ionluz: o consumo menos essa taxa mínima.
Essa estimativa vale para a cidade inteira?
É uma estimativa média para Porto Alegre: usa a irradiação da cidade e a tarifa de referência do estado, mas não conhece o seu telhado, sombreamento ou perfil de consumo. Serve para ter ordem de grandeza. O número real sai simulando com a sua conta.